Do Boomer ao “Beta”: Entenda de Onde Vieram os Nomes das Gerações (E Como Identificar Cada Uma)
Se você passou mais de cinco minutos na internet nos últimos tempos, com certeza esbarrou em termos como “coisa de Boomer”, “Millennial cansado” ou “Geração Z”. O mundo virou um grande Fla-Flu de idades, onde todo mundo aponta o dedo para o outro para decidir quem é o mais “cringe” da vez. É cada um defendendo os pontos da sua própria geração e metendo o pau nos defeitos das outras.
Mas você já parou para pensar de onde diabo saíram esses nomes? Por que a letra X? O que vem depois do Z? E o mais importante: como identificar cada um deles na vida real antes que eles comecem a reclamar da sua calça jeans ou te mandem um textão de testamento no WhatsApp?
Para clarear a sua mente, montamos o guia definitivo de sobrevivência das gerações, com as datas certas, os motivos dos nomes e os tiques nervosos que entregam a idade de cada uma.
1. Baby Boomers (Nascidos entre 1946 e 1964) — Média de 70 anos
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De onde veio o nome? Logo após a Segunda Guerra Mundial, os soldados voltaram para casa cheios de saudade e houve uma explosão absurda de natalidade no mundo todo — era moleque saindo para tudo quanto é lado. Esse estouro de bebês foi chamado de “Baby Boom” (explosão de bebês). Daí veio o nome “Boomers”. Você hoje olha para eles e imagina aquele tiozinho pacato e sossegado, mas eles escondem um segredo: na juventude, esse idoso pode ter sido um hippie muito louco.
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Como identificar? É o seu tio que digita no celular usando apenas o dedo indicador, acredita em qualquer fofoca absurda que recebe no WhatsApp e tem um estoque infinito de imagens em GIF de “Bom Dia” com flores brilhantes. Eles compraram casa própria aos 22 anos, tiveram dois filhos e sustentaram a casa trabalhando como empacotadores, por isso não entendem por que você está estressado e sem dinheiro aos 30. Com a média de idade entre 62 e 80 anos hoje, a maioria já está fora do mercado de trabalho e o passatempo favorito deles é julgar os filhos por serem “adolescentes de 40 anos pais de pet”.
2. Geração X (Nascidos entre 1965 e 1980) — Média de 50 anos
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De onde veio o nome? Os sociólogos olharam para os jovens dos anos 70 e 80 e não conseguiram encontrar uma característica única neles. Como na matemática o “X” representa o desconhecido, o nome pegou para definir uma juventude considerada rebelde, sem rótulo e meio “invisível”. Mas não se engane: esses carinhas tiveram acesso a músicas de altíssima qualidade. Eles viram o Nirvana e a Legião Urbana no auge, e, no sertanejo, acompanharam o surgimento do fenômeno Zezé Di Camargo & Luciano, enquanto “Evidências”, de Chitãozinho & Xororó, explodia nas rádios.
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Como identificar? É a geração que foi criada na rua bebendo água da mangueira. Cresceram com o joelho ralado e têm a imunidade de uma locomotiva, mas tiveram que aprender a mexer no computador na marra para não ficar desempregados. Hoje, são os adultos mais cansados do planeta. Eles amam o rock dos anos 90, odeiam reuniões por videoconferência e são os grandes responsáveis por sustentar o mercado de Dorflex no Brasil.
3. Millennials ou Geração Y (Nascidos entre 1981 e 1996) — Média de 40 anos
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De onde veio o nome? Como a letra Y vem depois do X, eles começaram com esse nome bem sem graça. Mas ganharam o apelido de Millennials porque foram os jovens que se tornaram adultos justamente na virada do milênio (anos 2000). Aqui a brincadeira fica mais séria: essa geração é a ponte entre a era realmente “bruta” e a era mais pacífica. Eles receberam a responsabilidade das gerações de ouro que vieram antes, mas já conviveram com a tecnologia. O smartphone chegou no final da adolescência deles; eles têm história para contar da época do Nokia “tijolão”, mas logo pularam para o iPhone. Na música, essa galera viu bandas como Raimundos e Charlie Brown Jr. quebrarem tudo, além de testemunharem a chegada avassaladora do Sertanejo Universitário.
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Como identificar? É a geração do burnout. Eles romantizaram o trabalho duro, não têm dinheiro para comprar uma casa própria e então gastam tudo o que têm em café gourmet, terapia e viagens. São obcecados por Harry Potter ou Disney, tratam cachorros como se fossem filhos humanos e adotam plantas para tentar suprir o vazio existencial. O mais curioso é que uma boa parte dessa galera ainda jura que é adolescente mesmo já tendo passado dos 32 anos.
4. Geração Z (Nascidos entre 1997 e 2010) — Média de 22 anos
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De onde veio o nome? Falta de criatividade dos cientistas: depois do X e do Y, veio o Z. Também são chamados de “nativos digitais” porque já nasceram com a internet banda larga funcionando dentro de casa. Para nós, das gerações anteriores, o estilo de vida deles é quase inimaginável: eles não conhecem o mundo sem smartphone e não fazem a menor ideia do que é ir a uma locadora de filmes rebobinar uma fita VHS. Muitos críticos dizem que é uma geração mais “fraca”. E não é apenas implicância ou a nossa opinião, pois existem inúmeros estudos de universidades gringas constatando uma diminuição real em testes de QI, além de uma queda drástica na resistência física e emocional dessa turma.
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Como identificar? Eles simplesmente entram em pane se ficarem sem Wi-Fi. Conversam quase que 100% por meio de figurinhas e dancinhas do TikTok, acham o uso de calça skinny uma ofensa pessoal à moda e usam o emoji de caveira (💀) ou de choro (😭) para indicar que estão rindo de alguma coisa. É a geração que tem uma crise de ansiedade paralisante se precisar fazer uma ligação de voz para pedir uma pizza.
5. Geração Alpha (Nascidos entre 2011 e 2024) — Os mais velhos têm 15 anos
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De onde veio o nome? Como o alfabeto tradicional acabou no Z, os sociólogos decidiram usar o alfabeto grego para recomeçar a contagem. O “Alpha” representa o início de uma era totalmente digitalizada (e não tem absolutamente nada a ver com a equipe Alfa do Capitão Nascimento). Na real, essa galera ainda está se moldando e chegando ao mundo, então não dá para cravar muita coisa, mas já é perfeitamente possível notar vários traços exacerbados da Geração Z neles.
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Como identificar? São conhecidos popularmente como “as crianças do iPad”. Eles aprenderam a arrastar o dedo na tela touch screen antes mesmo de aprender a falar as primeiras palavras ou a desamarrar o próprio sapato. O entretenimento deles resume-se a vídeos de 5 segundos no YouTube Shorts e jogos como Roblox. Se o sinal do Wi-Fi cair por dois minutos dentro de casa, o caos absoluto se instala na Terra.
6. Geração Beta (Nascidos a partir de 2025)
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De onde veio o nome? Seguindo o alfabeto grego, depois do Alpha vem o Beta. Essa é a geração que está nascendo exatamente agora, na nossa frente.
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Como identificar? Ainda são bebês de colo ou recém-nascidos. Mas o futuro deles já está muito bem traçado: eles vão crescer com a Inteligência Artificial controlando a casa, o carrinho de bebê, os brinquedos e a escola. Para eles, conversar com uma parede digital ou um robô vai ser algo tão normal e natural quanto foi para nós andar de bicicleta na rua.
Nossa Opinião Infundada
No fim das contas, essa divisão de letras e rótulos serve muito mais para os profissionais de marketing criarem propagandas e nos empurrarem produtos do que para definir quem nós somos de verdade.
O Millennial reclama que o Boomer destruiu a economia e inflacionou os imóveis; o Gen Z zoa o Millennial porque ele toma café da manhã chorando pelos boletos; e o Alpha nem sabe o que está acontecendo porque está hipnotizado pela tela de um tablet. A grande verdade é que todas as gerações têm exatamente uma coisa em comum: a certeza absoluta de que a geração seguinte está completamente perdida e de que a geração anterior era incrivelmente ultrapassada. É o ciclo sem fim da humanidade, temperado com muita dor na lombar, frustrações acumuladas e contas para pagar!
